Enquanto o general McChrystal pede mais 60 mil soldados americanos para o Afeganistão, países aliados tratam de se retirar da guerra.
O Canadá, tradicional satélite de Washington, anuncia que seu contingente não ficará depois de 2011. O governo não está nada satisfeito com o aumento das baixas nos últimos meses.
Pressionado pela opinião pública do seu país, o primeiro-ministro italiano Berlusconi, até agora um aliado fiel, declarou em setembro sua intenção de trazer seus soldados de volta logo que possível.
Por fim, as tropas australianas, 1.500 homens,um dos maiores contingentes no Afeganistão, também vai embora. As perdas cestão crescendo e o povo australiano reclama que o governo está envolvido de modo exagerado em uma guerra que não é dele mas apenas dos EUA.
‘Não quero ver soldados australianos no Afeganistão um dia a mais do que o necessário,” declarou Faulkner, o Ministro da Defesa. E já em novembro um terço das tropas do seu país estarão de volta para casa.
Apesar dos repetidos apelos por mais soldados feito aos países amigos pela Administração Obama, a guerra do Afeganistão está se tornando cada vez mais uma guerra exclusivamente americana.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
UMA GUERRA DESNECESSÁRIA
Para o presidente Obama, a operação no Afeganistão é “uma guerra necessária”. Logo após o atentado contra as torres gêmeas, ela foi declarada para destruir a ameaça representada pela Al Qaeda, protegida pelo Talibã quando era governo.
Por isso mesmo, poucas semanas depois de sua possa, Obama enviou mais 21 mil soldados para o Afeganistão. E, agora, atendendo a solicitação do general McChrystal deve elevar o contingente americano com outros 45 mil.
Sucede que, nos dias de hoje, a Al Qaeda não é mais aquela.
Os números não mentem jamais.
Segundo o próprio assessor de segurança nacional, o general James Jones, ela estaria reduzida a menos de 100 guerreiros e, assim mesmo, nem todos no Afeganistão.
O estudo de Marc Sageman, ex-membro da CIA, realizado em associação com o serviço secreto dos EUA, conclui que as relações dela com o Talibã vão mal. Sageman sustenta que uma eventual volta do Talibã ao poder não significaria necessariamente liberdade para a Al Qaeda se instalar no país. As perspectivas são opostas: há evidências de que os militantes da Al Qaeda são mal vistos. E é justamente devido ao isolamento que lhes é imposto pelos talibãs que a organização terrorista acha-se em completo declínio no Afeganistão.
Portanto, que ameaça Bin Laden e asseclas podem representar para a segurança dos EUA?
A resposta lógica conduziria evidentemente a uma volta para casa dos soldados americanos.
Por isso mesmo, poucas semanas depois de sua possa, Obama enviou mais 21 mil soldados para o Afeganistão. E, agora, atendendo a solicitação do general McChrystal deve elevar o contingente americano com outros 45 mil.
Sucede que, nos dias de hoje, a Al Qaeda não é mais aquela.
Os números não mentem jamais.
Segundo o próprio assessor de segurança nacional, o general James Jones, ela estaria reduzida a menos de 100 guerreiros e, assim mesmo, nem todos no Afeganistão.
O estudo de Marc Sageman, ex-membro da CIA, realizado em associação com o serviço secreto dos EUA, conclui que as relações dela com o Talibã vão mal. Sageman sustenta que uma eventual volta do Talibã ao poder não significaria necessariamente liberdade para a Al Qaeda se instalar no país. As perspectivas são opostas: há evidências de que os militantes da Al Qaeda são mal vistos. E é justamente devido ao isolamento que lhes é imposto pelos talibãs que a organização terrorista acha-se em completo declínio no Afeganistão.
Portanto, que ameaça Bin Laden e asseclas podem representar para a segurança dos EUA?
A resposta lógica conduziria evidentemente a uma volta para casa dos soldados americanos.
ESPIÕES ISRAELENSES NOS EUA
Num telefonema ao cientista David Nozette, alguém se declara agente do Mossad (serviço secreto de Israel), interessado em contratar seu trabalho.
Nozette não estranha, nem desconfia. Topa. Marcam um encontro e o cientista descobre que o suposto agente do Mossad era do FBI.
Claro, foi mais do que isso. Houve vários encontros, solicitações de segredos, pagamentos de subornos.
Nozette era um cientista de alto nível, detentor de uma série de segredos confidenciais de grande importância para a segurança nacional. Especialmente ligados ao setor espacial.
Mas, por que o FBI desconfiou dele? E por que seu agente apresentou-se como agente de Israel?
Existem algumas eventuais explicações.
Entre 1998 e 2008, Nozette prestou serviços de consultoria a uma empresa aeroespacial pertencente ao governo de Telaviv. Cerca de uma vez, por mês representantes da empresa israelense apresentavam perguntas ao cientista, que recebeu como pagamento um total de 250 mil dólares.
Além disso, no começo do ano, ele viajou para um país estrangeiro, levando dois pen-drives. 3 semanas depois voltou sem eles. A quem e onde teria entregue?
Esses fatos levaram o FBI a desconfiar de Nozette e, provavelmente, de possível envolvimento com Israel.
Aliás não é a primeira vez que são flagrados espiões americanos em favor de Israel.
Jonathan Pollard (cumprindo prisão perpétua) foi um deles. Roubou segredos de tal magnitude que quando o governo de Israel propôs ao então presidente Clinton sua troca por concessões no processo de paz palestino, todos os principais líderes dos serviços secretos americanos ameaçaram demitir-se em massa.
Entre outros agentes israelenses nos EUA, cite-se Bem Ami Kadish e dois dirigentes da AIPAC (ONG americana pró-Israel) : Steve Rosen e Keith Weissman.
Normalmente, um país espiona inimigos.
O governo militarista israelense não tem escrúpulos em fazer isso até ‘com amigos.
Nozette não estranha, nem desconfia. Topa. Marcam um encontro e o cientista descobre que o suposto agente do Mossad era do FBI.
Claro, foi mais do que isso. Houve vários encontros, solicitações de segredos, pagamentos de subornos.
Nozette era um cientista de alto nível, detentor de uma série de segredos confidenciais de grande importância para a segurança nacional. Especialmente ligados ao setor espacial.
Mas, por que o FBI desconfiou dele? E por que seu agente apresentou-se como agente de Israel?
Existem algumas eventuais explicações.
Entre 1998 e 2008, Nozette prestou serviços de consultoria a uma empresa aeroespacial pertencente ao governo de Telaviv. Cerca de uma vez, por mês representantes da empresa israelense apresentavam perguntas ao cientista, que recebeu como pagamento um total de 250 mil dólares.
Além disso, no começo do ano, ele viajou para um país estrangeiro, levando dois pen-drives. 3 semanas depois voltou sem eles. A quem e onde teria entregue?
Esses fatos levaram o FBI a desconfiar de Nozette e, provavelmente, de possível envolvimento com Israel.
Aliás não é a primeira vez que são flagrados espiões americanos em favor de Israel.
Jonathan Pollard (cumprindo prisão perpétua) foi um deles. Roubou segredos de tal magnitude que quando o governo de Israel propôs ao então presidente Clinton sua troca por concessões no processo de paz palestino, todos os principais líderes dos serviços secretos americanos ameaçaram demitir-se em massa.
Entre outros agentes israelenses nos EUA, cite-se Bem Ami Kadish e dois dirigentes da AIPAC (ONG americana pró-Israel) : Steve Rosen e Keith Weissman.
Normalmente, um país espiona inimigos.
O governo militarista israelense não tem escrúpulos em fazer isso até ‘com amigos.
AS VÍTIMAS DOS AVIÕES SEMM PILOTO
Bombardeando com aviões sem piloto a região do Paquistão que faz fronteira com o Afeganistão, os EUA já mataram, desde 2006, entre 750 e 1.000 pessoas. Segundo pesquisa da New America Foundation, 20 eram líderes do Talibã, Al Qaeda ou congêneres, sendo que 320 não passavam de civis inocentes.
Vale lembrar que, em 2001, bombardeios de aviões sem piloto contra terroristas palestinos foram condenado pelos americanos. George Tenet, diretor da CIA na época, garantiu que sua agência somente usaria tais equipamentos para objetivos de segurança.
7 anos depois, estas promessas foram esquecidas. Especialmente pelo Prêmio Nobel da Paz, que aumentou os vôos bélicos de aviões sem piloto, levando a guerra contra pacíficos aldeões que nada tinham a ver com ela.
Vale lembrar que, em 2001, bombardeios de aviões sem piloto contra terroristas palestinos foram condenado pelos americanos. George Tenet, diretor da CIA na época, garantiu que sua agência somente usaria tais equipamentos para objetivos de segurança.
7 anos depois, estas promessas foram esquecidas. Especialmente pelo Prêmio Nobel da Paz, que aumentou os vôos bélicos de aviões sem piloto, levando a guerra contra pacíficos aldeões que nada tinham a ver com ela.
AINDA O RELATÓRIO GOLDSTONE
Apresento mais uma vez as principais conclusões do relatório Goldstone.
”Foi um ataque intencionalmente desproporcional, planejado para punir, humilhar e aterrorizar a população civil, reduzir drasticamente os recursos econômicos da comunidade local para poder trabalhar e prover seu sustento e , com isso, forçar uma dependência e vulnerabilidade sempre crescentes”.A comissão reportou que em 11 situações o exército israelense alvejou civis diretamente, em alguns casos “quando tentavam sair de casa, buscando locais mais seguros, agitando bandeiras brancas”. Foi verificado que quase nunca havia qualquer justificação militar para estas violências.O relatório citou outros possíveis crimes de responsabilidade dos israelense : destruir intencionalmente plantações de alimentos e serviços de água e esgotos; destruir áreas com grande número de civis com o objetivo de matar uns poucos combatentes; usar palestinos como escudos humanos e aprisionar homens, mulheres e crianças em covas. O exército de Israel também foi acusado de usar bombas de fósforo branco em áreas densamente povoadas, o que é proibido pelas leis internacionais.Foram citados alguns fatos particularmente graves como o bombardeio por morteiros israelenses de uma escola da ONU no campo de refugiados de Jabaliya, que abrigava 1.300 pessoas, com o saldo de 35 civis mortos e mais de 40 feridos.Várias vezes Israel acusou o Hamas de usar mesquitas para esconder homens armados e munições como na mesquita de Maqadmah, em Jabaliya, onde teriam sido mortos 6 militantes palestinos.Mas o Conselho de Direitos Humanos contestou essa versão, dizendo que o ataque aconteceu durante o culto da tarde, quando havia 300 homens e mulheres na mesquita, dos quais 15 foram mortos. Não houve nenhuma “explosão secundária” que indicaria a presença de armamentos. Além disso, se Israel pretendesse bombardear uma mesquita suspeita de esconder armamentos isso deveria ser feito no meio da noite, quando não estivesse vazia.Talvez um das mais graves acusações foi a de que cerca de 10 bombas, inclusive de fósforo branco, foram lançadas contra o principal edifício da ONU, em Gaza, onde 700 civis estavam refugiados. Havia um grande depósito de combustível no local mas, embora avisados várias vezes, os israelenses continuaram o bombardeio.Em outro episódio, a destruição de uma casa, com a morte de quase vinte membros de uma família, foi “a conseqüência de uma demolição intencional, não de combates”.Os palestinos foram acusados de lançar mísseis que, intencionalmente ou por negligência, atingiram zonas urbanas de Israel matando 3 civis e traumatizando toda a população local. Considerou-se também “sérias violações dos direitos humanos” assassinatos e outras violências praticadas pelo Hamas contra membros do Fatah.
O relatório Goldstone foi aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que recomendou
às partes que realizassem investigações, sob a supervisão do Conselho, para descobrir e punir os culpados. Por enquanto, o primeiro-ministro israelense limitou-se a pedir a modificação das leis de guerra, levando em conta o combate ao terrorismo. Talvez para legitimar, a posteriori, as
hoje condenáveism ações do exército israelense em Gaza.
”Foi um ataque intencionalmente desproporcional, planejado para punir, humilhar e aterrorizar a população civil, reduzir drasticamente os recursos econômicos da comunidade local para poder trabalhar e prover seu sustento e , com isso, forçar uma dependência e vulnerabilidade sempre crescentes”.A comissão reportou que em 11 situações o exército israelense alvejou civis diretamente, em alguns casos “quando tentavam sair de casa, buscando locais mais seguros, agitando bandeiras brancas”. Foi verificado que quase nunca havia qualquer justificação militar para estas violências.O relatório citou outros possíveis crimes de responsabilidade dos israelense : destruir intencionalmente plantações de alimentos e serviços de água e esgotos; destruir áreas com grande número de civis com o objetivo de matar uns poucos combatentes; usar palestinos como escudos humanos e aprisionar homens, mulheres e crianças em covas. O exército de Israel também foi acusado de usar bombas de fósforo branco em áreas densamente povoadas, o que é proibido pelas leis internacionais.Foram citados alguns fatos particularmente graves como o bombardeio por morteiros israelenses de uma escola da ONU no campo de refugiados de Jabaliya, que abrigava 1.300 pessoas, com o saldo de 35 civis mortos e mais de 40 feridos.Várias vezes Israel acusou o Hamas de usar mesquitas para esconder homens armados e munições como na mesquita de Maqadmah, em Jabaliya, onde teriam sido mortos 6 militantes palestinos.Mas o Conselho de Direitos Humanos contestou essa versão, dizendo que o ataque aconteceu durante o culto da tarde, quando havia 300 homens e mulheres na mesquita, dos quais 15 foram mortos. Não houve nenhuma “explosão secundária” que indicaria a presença de armamentos. Além disso, se Israel pretendesse bombardear uma mesquita suspeita de esconder armamentos isso deveria ser feito no meio da noite, quando não estivesse vazia.Talvez um das mais graves acusações foi a de que cerca de 10 bombas, inclusive de fósforo branco, foram lançadas contra o principal edifício da ONU, em Gaza, onde 700 civis estavam refugiados. Havia um grande depósito de combustível no local mas, embora avisados várias vezes, os israelenses continuaram o bombardeio.Em outro episódio, a destruição de uma casa, com a morte de quase vinte membros de uma família, foi “a conseqüência de uma demolição intencional, não de combates”.Os palestinos foram acusados de lançar mísseis que, intencionalmente ou por negligência, atingiram zonas urbanas de Israel matando 3 civis e traumatizando toda a população local. Considerou-se também “sérias violações dos direitos humanos” assassinatos e outras violências praticadas pelo Hamas contra membros do Fatah.
O relatório Goldstone foi aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que recomendou
às partes que realizassem investigações, sob a supervisão do Conselho, para descobrir e punir os culpados. Por enquanto, o primeiro-ministro israelense limitou-se a pedir a modificação das leis de guerra, levando em conta o combate ao terrorismo. Talvez para legitimar, a posteriori, as
hoje condenáveism ações do exército israelense em Gaza.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
JOVENS ISRAELENSES REJEITAM EXÉRCITO
84 estudantes israelenses recusam-se a prestar serviço militar devido ao´”histórico de opressão do povo palestino” por Israel.
Os objetores de consciência publicaram uma carta explicando suas razões durante uma conferência em Telaviv de protesto contra as políticas do governo em Gaza e na Cisjordânia.
“Não podemos ignorar a verdade -a ocupação é violenta, racista, desumana, ilegal, anti-democrática e imoral e representa um perigo mortal para os dois povos”, diz a carta.
A atitude dos 84 jovens lhes valerá uma pena de prisão e um peso considerável no seu currículo que tornará extremamente difícil suas futuras carreiras profissionais, numa sociedade hoje completamente submetida ao “establishment” industrial-militar que governa o país praticamente desde sua fundação, com exceção talvez no período de Isaac Rabin.
Os objetores de consciência publicaram uma carta explicando suas razões durante uma conferência em Telaviv de protesto contra as políticas do governo em Gaza e na Cisjordânia.
“Não podemos ignorar a verdade -a ocupação é violenta, racista, desumana, ilegal, anti-democrática e imoral e representa um perigo mortal para os dois povos”, diz a carta.
A atitude dos 84 jovens lhes valerá uma pena de prisão e um peso considerável no seu currículo que tornará extremamente difícil suas futuras carreiras profissionais, numa sociedade hoje completamente submetida ao “establishment” industrial-militar que governa o país praticamente desde sua fundação, com exceção talvez no período de Isaac Rabin.
O JAPÃO ESTÁ ABRINDO OS OLHOS
Depois de quase 55 anos de ininterrupto governo conservador, subserviente aos interesses dos EUA, chegou ao poder a oposição de centro-esquerda- o Partido Democrático do Japão.
E já começou a mostrar a que veio.
Primeiro, exigiu rediscutir o base militar de Okinawa, que ela quer fechada.
Agora, anunciou que, a partir de janeiro, dará um ponto final na sua missão de reabastecimento dos navios da campanha militar americana no Afeganistão.
“O Japão se retirará de uma maneira ordeira, baseada na lei”, informou O Ministro da Defesa, Toshimi Kitaawa, “dentro do prazo fixado pelo Parlamento”.
Prazo esse forçado pelo Partido Democrático do Japão, através de manobras parlamentares, alegando que o país – oficialmente pacifista depois da 2ªGuerrea Mundial, não deveria prestar auxílio ás guerras americanas.
E já começou a mostrar a que veio.
Primeiro, exigiu rediscutir o base militar de Okinawa, que ela quer fechada.
Agora, anunciou que, a partir de janeiro, dará um ponto final na sua missão de reabastecimento dos navios da campanha militar americana no Afeganistão.
“O Japão se retirará de uma maneira ordeira, baseada na lei”, informou O Ministro da Defesa, Toshimi Kitaawa, “dentro do prazo fixado pelo Parlamento”.
Prazo esse forçado pelo Partido Democrático do Japão, através de manobras parlamentares, alegando que o país – oficialmente pacifista depois da 2ªGuerrea Mundial, não deveria prestar auxílio ás guerras americanas.
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