Quando o Brasil denunciou na ONU o cerco da sua embaixada pelas forças do
governo golpista, a representante americana censurou nosso governo.
Declarou que o foro competente para o protesto brasileiro seria a OEA, nunca a
ONU.
Mais uma vez os EUA permitem-se o direito de condenar nos outros o que eles
fazem.
Por exemplo : será que criar, como a Casa Branca criou, um comitê de seis
potências para julgar o programa nuclear do Irã não é função da ONU?
Somando-se ao pronunciamento americano na ONU, o Departamento de Estado
qualificou a atitude de Zelaya como “irresponsável e tola”.
Claro, foi contra seus interesses.
O affair Honduras tinha entrado em compasso de espera: Michelletti não aceitava
a volta de Zelaya de jeito nenhum e as sanções aplicadas contra seu governo não
o comoviam.
Tudo se encaminhava para um fato consumado, com as eleições em novembro
que colocariam no poder alguém de um dos partidos de direita que certamente
refugaria a Alba.
Os Estados Unidos diriam que fez seu papel, condenando a deposição de Zelaya
e até pressionando com algumas punições, na verdade, apenas paliativas.
E teriam conseguido seu objetivo real: retirar Honduras da zona de influencia do
incômodo Chavez.
Um happy end digno dos filmes da Metro dos tempos de Esther Willians,
atrapalhado pela ação de Zelaya, a qual, apoiada pelo Brasil, fez o problema
voltar, gerando protestos populares e violências dos golpistas, numa reação em
cadeia cujo fim passa a ser incerto.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
IRÃ NUCLEAR: DENÚNCIA FALSA DO OCIENTE
Dia 25 de setembro, dramaticamente, os líderes dos EUA, França e Reino Unido
denunciaram a existência de uma usina nuclear secreta no Irã, destinada a
enriquecer urânio, permitindo a produção1 ou 2 bombas atômicas por ano.
Para Obama, Sarkosy e Brown seria uma prova definitiva das más intenções
iranianas e da falsidade de suas alegações de que seu programa nuclear seria
pacífico.
Na ocasião, Obama declarou :”O Irã está quebrando regras que todas as nações
devem seguir”.
Para Brown:”A comunidade internacional hoje não tem escolha senão traçar uma
linha na areia”. Uma metáfora significando que agora a solução seria um
ultimato.
Por sua vez, Sarkosy, belicosamente, declarou :”Tudo, mas tudo, tem de ser posto
na mesa agora”, numa insinuando clara da guerra como opção válida.
O próprio Obama, pela primeira vez, considerou a linguagem dos canhões como
uma alternativa aceitável..
E, eufórica, a falcoa Hillary Clinton, assegurou que nenhuma explicação do Irã
seria possível.
E eis que hoje, que chato, o Ocidente civilizado tem de se curvar diante do
bárbaro Irã, bater no peito e fazer um mea culpa.
Ali Asghar Soltanieh, representante do Irã na IAEA (Agência Internacional de
Energia Atômica), anunciou que a existência da usina de Qud já fora comunicada
por ele a essa agência no dia 21 de setembro. Quatro dias antes da denúncia do
trio de estadistas ocidentais da usina rotulada de “secreta”.
Soltanieh informou que a nova instalação, ora em construção, só se tornará
operacional daqui a 540 dias. E lembrou que, de acordo com a clausula 153 da
AIEA, o Irã ainda tinha muito tempo para anunciar a usina de Quds.
O representante iraniano permitiu-se ser irônico (ele tinha direito) :”É uma pena
que nenhum destes 3 líderes tenha assessores jurídicos para informar que, de
acordo com corretas precauções, nós só seríamos obrigados a informá-los (sobre
Quds) seis meses antes do início da produção do material nuclear.”
E concluiu: ”O problema é que nós somos vítimas da negligência daqueles que
clamam que conhecem a lei internacional.”
Na verdade, pior do que isso. A má vontade dos estadistas ocidentais com
relação ao Irã é manifesta.
denunciaram a existência de uma usina nuclear secreta no Irã, destinada a
enriquecer urânio, permitindo a produção1 ou 2 bombas atômicas por ano.
Para Obama, Sarkosy e Brown seria uma prova definitiva das más intenções
iranianas e da falsidade de suas alegações de que seu programa nuclear seria
pacífico.
Na ocasião, Obama declarou :”O Irã está quebrando regras que todas as nações
devem seguir”.
Para Brown:”A comunidade internacional hoje não tem escolha senão traçar uma
linha na areia”. Uma metáfora significando que agora a solução seria um
ultimato.
Por sua vez, Sarkosy, belicosamente, declarou :”Tudo, mas tudo, tem de ser posto
na mesa agora”, numa insinuando clara da guerra como opção válida.
O próprio Obama, pela primeira vez, considerou a linguagem dos canhões como
uma alternativa aceitável..
E, eufórica, a falcoa Hillary Clinton, assegurou que nenhuma explicação do Irã
seria possível.
E eis que hoje, que chato, o Ocidente civilizado tem de se curvar diante do
bárbaro Irã, bater no peito e fazer um mea culpa.
Ali Asghar Soltanieh, representante do Irã na IAEA (Agência Internacional de
Energia Atômica), anunciou que a existência da usina de Qud já fora comunicada
por ele a essa agência no dia 21 de setembro. Quatro dias antes da denúncia do
trio de estadistas ocidentais da usina rotulada de “secreta”.
Soltanieh informou que a nova instalação, ora em construção, só se tornará
operacional daqui a 540 dias. E lembrou que, de acordo com a clausula 153 da
AIEA, o Irã ainda tinha muito tempo para anunciar a usina de Quds.
O representante iraniano permitiu-se ser irônico (ele tinha direito) :”É uma pena
que nenhum destes 3 líderes tenha assessores jurídicos para informar que, de
acordo com corretas precauções, nós só seríamos obrigados a informá-los (sobre
Quds) seis meses antes do início da produção do material nuclear.”
E concluiu: ”O problema é que nós somos vítimas da negligência daqueles que
clamam que conhecem a lei internacional.”
Na verdade, pior do que isso. A má vontade dos estadistas ocidentais com
relação ao Irã é manifesta.
PAQUISTÃO: NOVA ESCALADA MILITAR AMERICANA?
O Departamento de Estado ameaçou o governo do Paquistão de intervenção
militar na cidade de Quetta, caso o governo de Islamabad não atue contra os
talibãs no local, reporta o site Anti-war.
Quetta, a capital da província do Baloquistão, com 750 mil habitantes, é
considerada um refúgio dos principais chefes talibãs.
Até agora as ações militares americanas no país tem se sido bombardeios de
regiões rurais por aviões sem piloto. Muitos militantes inimigos tem sido mortos
assim, mas, além deles, um número bem maior de civis inocentes foi
vitimizado, o que gerou um profundo anti- americanismo na população
paquistanesa.
Este sentimento tende a se agravar se os EUA cumprirem sua ameaça, quer
atacando Quetta com aviões sem piloto, quer usando forças terrestres. Qualquer
que seja a opção, as mortes de civis inocentes superarão largamente as que já
ocorreram até agora pois Quetta é uma cidade densamente povoada e nenhum
ataque dito “cirúrgico” poderá atingir somente os talibãs que vivem misturados
com a população.
militar na cidade de Quetta, caso o governo de Islamabad não atue contra os
talibãs no local, reporta o site Anti-war.
Quetta, a capital da província do Baloquistão, com 750 mil habitantes, é
considerada um refúgio dos principais chefes talibãs.
Até agora as ações militares americanas no país tem se sido bombardeios de
regiões rurais por aviões sem piloto. Muitos militantes inimigos tem sido mortos
assim, mas, além deles, um número bem maior de civis inocentes foi
vitimizado, o que gerou um profundo anti- americanismo na população
paquistanesa.
Este sentimento tende a se agravar se os EUA cumprirem sua ameaça, quer
atacando Quetta com aviões sem piloto, quer usando forças terrestres. Qualquer
que seja a opção, as mortes de civis inocentes superarão largamente as que já
ocorreram até agora pois Quetta é uma cidade densamente povoada e nenhum
ataque dito “cirúrgico” poderá atingir somente os talibãs que vivem misturados
com a população.
AFEGANISTÃO: A GUERRA PERDE TERRENO NOS EUA
Pesquisa recente do Wall Street Journal e da NBC mostra que o povo americano vê a guerra do
Afeganistão com maus olhos. 51% dos respondentes são contra o envio de mais soldados e 59%
tem pouca confiança no sucesso americano.
As últimas mudanças na política externa de Barack Obama – desistindo de obrigar Israel a parar de
ampliar os assentamentos e tornando-se crescentemente agressivo com relação ao Irã –
aparentemente pegaram mal.
A aprovação às ações de Obama nessa área caiu de 57%, em julho, para 50%, em agosto.
Afeganistão com maus olhos. 51% dos respondentes são contra o envio de mais soldados e 59%
tem pouca confiança no sucesso americano.
As últimas mudanças na política externa de Barack Obama – desistindo de obrigar Israel a parar de
ampliar os assentamentos e tornando-se crescentemente agressivo com relação ao Irã –
aparentemente pegaram mal.
A aprovação às ações de Obama nessa área caiu de 57%, em julho, para 50%, em agosto.
domingo, 20 de setembro de 2009
EX-DIRETORES DA CIA TENTAM ABAFAR INVESTIGAÇÕES
Sete ex diretores da CIA enviaram carta a Obama pedindo o fim das investigações sobre torturas praticadas pela “agência” no período de George Bush. Segundo o texto, publicado na página web da cadeia ABC, eles alegaram que “a divulgação de antigas operações de inteligência só pode ajudar a Al Qaeda a enganar a espionagem americana e a preparar futuras operações.” Argumento nada claro.
Também afirmaram que os governos aliados poderiam se sentir inibidos em colaborar. Ou, trocando em miúdos : países como o Egito ou a Romêia, para onde a CIA costumava enviar prisioneiros para serem torturados sem problemas com a imprensa, poderão ficar com receio de aplicar tais métodos.
Sabe-se que o Departamento de Justiça pretende concentrar suas investigações só nos casos mais graves, naqueles que resultaram em morte dos suspeitos, por exemplo.
Infelizmente, não há indicação de que os principais culpados, aqueles que deram as ordens, serão indiciados. George Bush seria um deles. Reporta Richard Clarke, ex diretor de contra terrorismo, no seu livro Agains All Enemies, que ,numa reunião na Casa Branca, em 2001, foi dito que a lei internacional proibia torturas. E o presidente replicou :”Não me incomodo com o que os advogados internacionais dizem, nós vamos chutar alguns rabos.”
Seis dias depois ele deu à CIA a “ampla autoridade” por ela requerida...
Em 2002, num memorando ao presidente, seu Secretário da Justiça, Alberto Gonzalez, dizia :”Sua determinação de que Genebra não se aplica criaria uma base legal racional de que a Seção 2441(do Ato 1996, sobre crimes de guerra) não se aplica, fornecendo uma defesa sólida contra qualquer processo futuro”.
Diante deste “parecer”, Bush editou uma ordem executiva , estabelecendo :”Aceito a conclusão legal do Departamento de Justiça e determino que o artigo 3 de Genebra (que condena as torturas) não se aplica nem Al Qaeda, nem ao Talibã.””
Assim não entendeu a Suprema Corte que . em junho de 2006, decidiu que a Convenção de Genebra aplica-se sim à Al Qaeda e ao Talçibã. E o juiz Anthony M.Kennedy determinou que as “violações do Artigo 3 são consideradas crimes de guerra, puníveis como transgressões federais.”
Como se vê, a base legal que existe é para Bush ser processado. Mas isso não Vai acontecer. A real politik de Obama impede. Nos termos dela, ele tem feito concessões e mais concessões ao Partido Republicano, pensando na aprovação das suas reformas da Economia e da Saúde. Até agora, sem nenhuma reciprocidade..
Também afirmaram que os governos aliados poderiam se sentir inibidos em colaborar. Ou, trocando em miúdos : países como o Egito ou a Romêia, para onde a CIA costumava enviar prisioneiros para serem torturados sem problemas com a imprensa, poderão ficar com receio de aplicar tais métodos.
Sabe-se que o Departamento de Justiça pretende concentrar suas investigações só nos casos mais graves, naqueles que resultaram em morte dos suspeitos, por exemplo.
Infelizmente, não há indicação de que os principais culpados, aqueles que deram as ordens, serão indiciados. George Bush seria um deles. Reporta Richard Clarke, ex diretor de contra terrorismo, no seu livro Agains All Enemies, que ,numa reunião na Casa Branca, em 2001, foi dito que a lei internacional proibia torturas. E o presidente replicou :”Não me incomodo com o que os advogados internacionais dizem, nós vamos chutar alguns rabos.”
Seis dias depois ele deu à CIA a “ampla autoridade” por ela requerida...
Em 2002, num memorando ao presidente, seu Secretário da Justiça, Alberto Gonzalez, dizia :”Sua determinação de que Genebra não se aplica criaria uma base legal racional de que a Seção 2441(do Ato 1996, sobre crimes de guerra) não se aplica, fornecendo uma defesa sólida contra qualquer processo futuro”.
Diante deste “parecer”, Bush editou uma ordem executiva , estabelecendo :”Aceito a conclusão legal do Departamento de Justiça e determino que o artigo 3 de Genebra (que condena as torturas) não se aplica nem Al Qaeda, nem ao Talibã.””
Assim não entendeu a Suprema Corte que . em junho de 2006, decidiu que a Convenção de Genebra aplica-se sim à Al Qaeda e ao Talçibã. E o juiz Anthony M.Kennedy determinou que as “violações do Artigo 3 são consideradas crimes de guerra, puníveis como transgressões federais.”
Como se vê, a base legal que existe é para Bush ser processado. Mas isso não Vai acontecer. A real politik de Obama impede. Nos termos dela, ele tem feito concessões e mais concessões ao Partido Republicano, pensando na aprovação das suas reformas da Economia e da Saúde. Até agora, sem nenhuma reciprocidade..
sábado, 19 de setembro de 2009
INTELIGÊNCIA AMERICANA: IRÃ SEM PROGRAMA DE BOMBA NUCLEAR
O serviços de inteligência dos EUA reafirmaram seu relatório apresentado em 2007: o Irã não desenvolve um programa de produção de armas nucleares. Claro, informaram á Casa Branca mas Obama, aparentemente, fez ouvidos moucos. Prefere acreditar em Israel e continua exigindo o fim do enriquecimento do urânio , o qual, para ele, se destinaria à produção de artefatos nucleares.
Os serviços de inteligência constataram que até 2003, realmente o exército iraniano buscava desenvolver uma bomba desse tipo mas nesse ano interrompeu completamente o programa. Enquanto outras agências do governo americano sustentam que os iranianos deixaram em aberto sua opção para desenvolver tais armas, os serviços de inteligência (leia-se espionagem) tem confiança moderada de que isso não acontece. Por enquanto, não há indícios de espécie alguma nesse sentido.
Os serviços de inteligência constataram que até 2003, realmente o exército iraniano buscava desenvolver uma bomba desse tipo mas nesse ano interrompeu completamente o programa. Enquanto outras agências do governo americano sustentam que os iranianos deixaram em aberto sua opção para desenvolver tais armas, os serviços de inteligência (leia-se espionagem) tem confiança moderada de que isso não acontece. Por enquanto, não há indícios de espécie alguma nesse sentido.
A RUSSIA FECHA COM O IRÃ NUCLEAR
Obama desistiu da idéia de cercar a Russia de uma barragem de mísseis e anti-mísseis porque as experiências realizadas pela Força Aérea com esse sistema fracassaram.
Espertamente, declarou aos russos que o fizera como ato de boa vontade já que Moscou era violentamente contra o projeto.Pediu em troca apoio para mais sanções contra o Irã.
Parece que não conseguiu.
Serge Lavrov, o Ministro das Relações Exteriores russo,foi muito claro : qualificou as novas sanções como “um sérrio erro.”
Portanto, veto certo ás sanções no Conselho de Segurança.
E aí, Israel atacará ? Os EUA apoiarão? E a ONU ficará de braços cruzados ?
Espertamente, declarou aos russos que o fizera como ato de boa vontade já que Moscou era violentamente contra o projeto.Pediu em troca apoio para mais sanções contra o Irã.
Parece que não conseguiu.
Serge Lavrov, o Ministro das Relações Exteriores russo,foi muito claro : qualificou as novas sanções como “um sérrio erro.”
Portanto, veto certo ás sanções no Conselho de Segurança.
E aí, Israel atacará ? Os EUA apoiarão? E a ONU ficará de braços cruzados ?
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