Estranha a tirada de Obama, ridicularizando aqueles que clamam contra o intervencionismo yankee na América Latina mas querem que ele intervenha em Honduras.
Na verdade, não se espera que ele mande os marines atacarem Tegucigalpa. Basta que corte relações diplomáticas e comerciais com os golpistas. Como os Estados Unidos recebem 70% das exportações de Honduras é de se crer que o governo atual hasteasse a bandeira branca rapidamente.
Se o intervencionismo da Casa Branca nos países ao sul do rio Grande tivesse sempre se limitado a esse tipo de ação, provavelmente não existiria anti-americanismo por estas bandas..
sábado, 15 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
CHAVEZ FAZ NEGÓCIOS DA CHINA
Em 1999, o comércio da China com a Venezuela não chegava a 200 milhões de dólares anuais. Hoje vai a quase 10 bilhões. E o país tornou-se o principal parceiro de Beijing na América Latina.
A China tem no governo Chavez um fornecedor garantido de petróleo. Atualmente são exportados 400 mil barris por dia, mas a meta é chegar a 1 milhão em 2010. E há planos de se construir refinarias na China. Para a Venezuela, tudo isso é ótimo pois livra o país da dependência ao mercado consumidor americano.
Em Faja Del Orinoco, considerada a maior reserva mundial de petróleo, avaliada em 40 bilhões de barrís, os chineses estão ajudando a Venezuela a explorar esta fabulosa riqueza.
As telecomunicações e a infra estrutura hi-tech são outros setores em que a China está presente. Como na produção do primeiro celular do país. Por sinal, custa apenas 14 dólares, preço acessível ás camadas mais pobres.
A VTELCA, fabricante desse produto, é uma das 290 empresas socialistas modelares que Chavez fundou para alcançar o que ele chama de “soberania tecnológica nacional.” Nela, engenheiros chineses estão ajudando os venezuelanos a criar o primeiro computador com tecnologia própria.
Chavez aposta nesta parceria para tirar seu país do atraso. Tem chance por que seu parceiro é forte.
A China tem no governo Chavez um fornecedor garantido de petróleo. Atualmente são exportados 400 mil barris por dia, mas a meta é chegar a 1 milhão em 2010. E há planos de se construir refinarias na China. Para a Venezuela, tudo isso é ótimo pois livra o país da dependência ao mercado consumidor americano.
Em Faja Del Orinoco, considerada a maior reserva mundial de petróleo, avaliada em 40 bilhões de barrís, os chineses estão ajudando a Venezuela a explorar esta fabulosa riqueza.
As telecomunicações e a infra estrutura hi-tech são outros setores em que a China está presente. Como na produção do primeiro celular do país. Por sinal, custa apenas 14 dólares, preço acessível ás camadas mais pobres.
A VTELCA, fabricante desse produto, é uma das 290 empresas socialistas modelares que Chavez fundou para alcançar o que ele chama de “soberania tecnológica nacional.” Nela, engenheiros chineses estão ajudando os venezuelanos a criar o primeiro computador com tecnologia própria.
Chavez aposta nesta parceria para tirar seu país do atraso. Tem chance por que seu parceiro é forte.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
CONCESSÕES A ISRAEL: NEM OS ALIADOS DOS EUA TOPAM
Primeiro foi Hillary Clinton (sempre ela) que solicitou aos governos árabes “gestos de boa vontade” em relação a Israel.
Depois George Mitchel, representante do presidente Obama no Oriente Médio, propôs um congelamento de 1 ano nos assentamentos na Cisjordânia em troca de concessões dos países islâmicos, entre as quais o virtual estabelecimento de relações comerciais com Telavive..
Por fim, 70 senadores americanos (entre 100) enviaram carta a Obama, manifestando seu desejo de que o presidente pressionasse os dirigentes desses países a “gestos dramáticos” em favor de Israel, dando como exemplo as atitudes dos governantes da Jordânia e do Egito, ao estabelecerem relações diplomáticas com Israel.
Nada disso pegou bem no mundo islâmico. A reação mais significativa partiu do mais firme aliado dos Estados Unidos, na região : a Arábia Saudita. Seu Ministro das Relações Exteriores, o príncipe Saud Al-Faisal, ponderou que Israel não merecia recompensas por interromper um programa de ações ilegais como é a expansão dos assentamentos na Cisjordânia..
Comentando o assunto, disse Chas Frreman, ex-embaixador dos EUA na Arábia Saudita :”Muitos americanos tem dito que algum gesto dos árabes favorável a Israel causaria um gesto recíproco, trazendo progressos para a paz entre Israel e os palestinos. Na verdade, nenhum dos gestos desse tipo, que já aconteceram, resultou em uma resposta positiva da parte dos israelenses.”
Depois George Mitchel, representante do presidente Obama no Oriente Médio, propôs um congelamento de 1 ano nos assentamentos na Cisjordânia em troca de concessões dos países islâmicos, entre as quais o virtual estabelecimento de relações comerciais com Telavive..
Por fim, 70 senadores americanos (entre 100) enviaram carta a Obama, manifestando seu desejo de que o presidente pressionasse os dirigentes desses países a “gestos dramáticos” em favor de Israel, dando como exemplo as atitudes dos governantes da Jordânia e do Egito, ao estabelecerem relações diplomáticas com Israel.
Nada disso pegou bem no mundo islâmico. A reação mais significativa partiu do mais firme aliado dos Estados Unidos, na região : a Arábia Saudita. Seu Ministro das Relações Exteriores, o príncipe Saud Al-Faisal, ponderou que Israel não merecia recompensas por interromper um programa de ações ilegais como é a expansão dos assentamentos na Cisjordânia..
Comentando o assunto, disse Chas Frreman, ex-embaixador dos EUA na Arábia Saudita :”Muitos americanos tem dito que algum gesto dos árabes favorável a Israel causaria um gesto recíproco, trazendo progressos para a paz entre Israel e os palestinos. Na verdade, nenhum dos gestos desse tipo, que já aconteceram, resultou em uma resposta positiva da parte dos israelenses.”
terça-feira, 11 de agosto de 2009
O PAQUISTÃO NÃO QUER SER BOMBARDEADO
A região paquistanesa que faz fronteira com o Afeganistão é usada pelos talibãs como santuário para onde fogem depois de realizarem ações contra o exército americano.
Por isso, o governo Bush, foi atrás deles : passou a atacá-los nos seus refúgios, com mísseis lançados por aviões sem piloto que sobrevoam essa região.
Tendo Barack Obama eleito como prioritária a guerra do Afeganistão, continuou e mesmo aumentou o número de ataques. Considerando o prazo de 1 ano, a partir de agosto de 2008, foram realizados 50 raids, que deixaram cerca de 500 mortos..
O exército americano encontra-se satisfeito com os resultados da “operação aviões sem piloto.” 14 líderes talibãs foram eliminados, inclusive o seu no.1. No entanto, esta alegria não é compartilhada pelos paquistaneses pois muitos dos mortos eram civis.
Recente pesquisa do Gallup revela que o povo considera os americanos a maior ameaça para o Paquistão. 59% dos respondentes votaram assim. A seguir, vieram a Índia (inimigo histórico) com 18% e o Talibã com 11%. Ratificando esse resultado, as operações militares americanas no país foram condenadas por 67% das pessoas.
Alarmado, o governo Zardari opôs-se formalmente aos ataques dos aviões sem piloto, afirmando que eles violam a soberania do país e causam baixas entre os civis o que pode levar a opinião pública a uma posição contrária aos esforços do exército nacional para derrotar os talibãs. Não consta que o governo Obama tenha se tocado com isso.
Comentando a situação, o tenente-general Hamid Nawaz Khan declarou à Al Jazeera :”Os americanos nos forçaram a lutar nesta guerra ao terror…o que quer que eles queriam, conseguiram, pois o governo é fraco demais para resistir a qualquer dos falcões americanos...”
O povo com concorda com ele. Na mesma pesquisa Gallup, o governo Zardari foi reprovado por 43% da população, contra apenas 11% a favor e 34%, indecisos.
Se Obama pretende conquistar os “hearts and minds” dos paquistanis, vai por caminho errado. Não vale à pena liquidar talibãs, com riscos de perder o Paquistão.
Por isso, o governo Bush, foi atrás deles : passou a atacá-los nos seus refúgios, com mísseis lançados por aviões sem piloto que sobrevoam essa região.
Tendo Barack Obama eleito como prioritária a guerra do Afeganistão, continuou e mesmo aumentou o número de ataques. Considerando o prazo de 1 ano, a partir de agosto de 2008, foram realizados 50 raids, que deixaram cerca de 500 mortos..
O exército americano encontra-se satisfeito com os resultados da “operação aviões sem piloto.” 14 líderes talibãs foram eliminados, inclusive o seu no.1. No entanto, esta alegria não é compartilhada pelos paquistaneses pois muitos dos mortos eram civis.
Recente pesquisa do Gallup revela que o povo considera os americanos a maior ameaça para o Paquistão. 59% dos respondentes votaram assim. A seguir, vieram a Índia (inimigo histórico) com 18% e o Talibã com 11%. Ratificando esse resultado, as operações militares americanas no país foram condenadas por 67% das pessoas.
Alarmado, o governo Zardari opôs-se formalmente aos ataques dos aviões sem piloto, afirmando que eles violam a soberania do país e causam baixas entre os civis o que pode levar a opinião pública a uma posição contrária aos esforços do exército nacional para derrotar os talibãs. Não consta que o governo Obama tenha se tocado com isso.
Comentando a situação, o tenente-general Hamid Nawaz Khan declarou à Al Jazeera :”Os americanos nos forçaram a lutar nesta guerra ao terror…o que quer que eles queriam, conseguiram, pois o governo é fraco demais para resistir a qualquer dos falcões americanos...”
O povo com concorda com ele. Na mesma pesquisa Gallup, o governo Zardari foi reprovado por 43% da população, contra apenas 11% a favor e 34%, indecisos.
Se Obama pretende conquistar os “hearts and minds” dos paquistanis, vai por caminho errado. Não vale à pena liquidar talibãs, com riscos de perder o Paquistão.
OBAMA E A HIPOCRISIA
Falando na Conferência dos Presidentes da América do Norte, Barack Obama chamou de hipócritas aqueles que o criticam por não intervir de forma eficiente em Honduras :”...são os mesmos que dizem que estamos sempre intervindo e que os ianques devem sair da América Latina.”
Com isso, qualificou-se também como hipócrita. Rígido defensor do não-intervencionismo no que tange ao golpe hondurenho, Obama segue atacando o Paquistão com mísseis disparados por aviões sem piloto contra talibãs, além de continuar ocupando militarmente o Iraque e o Afeganistão.
Com isso, qualificou-se também como hipócrita. Rígido defensor do não-intervencionismo no que tange ao golpe hondurenho, Obama segue atacando o Paquistão com mísseis disparados por aviões sem piloto contra talibãs, além de continuar ocupando militarmente o Iraque e o Afeganistão.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
IRÃ : HILLARY CONFESSA INTERVENÇÃO
Foi numa entrevista, hoje, na CNN. Hillary Clinton contou que o Departamento de Estado estava “fazendo muito para realmente fortalecer os manifestantes “contra as eleições do Irã. Citou, como exemplo, pressões para a Twiter adiar uma interrupção de serviço programada. E admitiu que tudo fora feito “por trás da cortina” para evitar que os aiatolás usassem o anti-americanismo, que é muito forte no Irã, contra a oposição.
Recorde-se que , em junho, o governo Obama deu continuidade a planos dos tempos de Bush de subsídios à oposição iraniana da ordem de 20 milhões de dólares. Não se sabe qual foi a oposição beneficiada: os reformistas ou os terroristas que agem na fronteira norte do Irã.
Financiar movimentos anti-governos é uma forma de intervir nos negócios de outro país, muito própria do governo Bush que, parece, não está entre as criticadas políticas que Obama pretende mudar. E contribui decisivamente para criar um clima raivoso, nada adequado às esperadas negociações com o Irã sobre seu programa nuclear.
Aliás, Hillary, várias vezes já declarou que não acredita que essas negociações possam dar certo.
Não acredita ou não quer ?
Recorde-se que , em junho, o governo Obama deu continuidade a planos dos tempos de Bush de subsídios à oposição iraniana da ordem de 20 milhões de dólares. Não se sabe qual foi a oposição beneficiada: os reformistas ou os terroristas que agem na fronteira norte do Irã.
Financiar movimentos anti-governos é uma forma de intervir nos negócios de outro país, muito própria do governo Bush que, parece, não está entre as criticadas políticas que Obama pretende mudar. E contribui decisivamente para criar um clima raivoso, nada adequado às esperadas negociações com o Irã sobre seu programa nuclear.
Aliás, Hillary, várias vezes já declarou que não acredita que essas negociações possam dar certo.
Não acredita ou não quer ?
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
BLACKWATER: CRIME E CASTIGO
Há 2 anos atrás, membros da Blackwater, empresa contratada por autoridades americanas para serviços de segurança no Iraque, assassinaram 17 civis, sem justificativas, na praça de Nisour Square, em pleno centro de Bagdá.
Pelos acordos com o governo de ocupação, eles não estavam sujeitos à lei do Iraque. Os iraquianos não se conformaram. Seu governo exigiu a expulsão da Blackwater e que ela fosse processada nos Estados Unidos, segundo as leis de lá.
Como a Blackwater tinha bons amigos no governo Bush, continuou atuando no Iraque. A partir de 2009, nos termos do acordo sobre a permanência das forças americanas (o SOFA), o governo iraquiano teria autonomia para livrar-se dela. Mas a Blackwater deu um “jeitinho”: mudou seu nome para “Xe” e firmou contratos para proteção de diplomatas americanos até setembro. Agora agindo com muito cuidado pois, com o SOFA, passara a estar sob jurisdição iraquiana.
Enquanto isso, o processo contra a Blackwater, no estado de Virginia, seguiu e chegou próximo á sua decisão.
Foram apresentadas acusações de que em muitos episódios os guardas da Blackwater mataram iraquianos a tiros sem provocação.
Antigos funcionários da empresa depuseram, revelando que seu presidente e fundador, Eric Prince,”se considerava um cruzado cristão cuja missão era eliminar os muçulmanos e a religião islâmica do globo.” Acusaram também a empresa de seguir uma política de assassinatos intencionais e empregar pessoas sem qualificações e treinamento para lidar com armas mortíferas.
A Blackwater foi a maior das empresas de segurança contratadas pelo governo americano para, não apenas proteger diplomatas e empresários, mas também realizar tarefas privativas das forças armadas tais como interrogatórios (muitas vezes com torturas), investigações e treinamento. Suas ações violentas geraram revolta no povo iraquiano.
Disse o deputado Legaa AL-Yassef:”Acredito que as autoridades americanas tem a principal responsabilidade pelo que aconteceu porque a Blackwater veio ao Iraque com sua permissão.” E concluiu :”A tragédia que aconteceu para o povo iraniano em Nisour Square e outros lugares não podem ser dissociadas das forças dos EUA no Iraque. O governo americano está tentando afastar sua responsabilidade, culpando as companhias privadas.”
Farid Walid, um dos feridos em Nisour Square, é menos severo :” Eles (a Blackwater e semelhantes) são um símbolo da ocupação. Ninguem esquecerá. Mas a imagem dos americano poderá, pelo menos melhorar um pouco, se os assassinos forem postos na prisão.”
.
Pelos acordos com o governo de ocupação, eles não estavam sujeitos à lei do Iraque. Os iraquianos não se conformaram. Seu governo exigiu a expulsão da Blackwater e que ela fosse processada nos Estados Unidos, segundo as leis de lá.
Como a Blackwater tinha bons amigos no governo Bush, continuou atuando no Iraque. A partir de 2009, nos termos do acordo sobre a permanência das forças americanas (o SOFA), o governo iraquiano teria autonomia para livrar-se dela. Mas a Blackwater deu um “jeitinho”: mudou seu nome para “Xe” e firmou contratos para proteção de diplomatas americanos até setembro. Agora agindo com muito cuidado pois, com o SOFA, passara a estar sob jurisdição iraquiana.
Enquanto isso, o processo contra a Blackwater, no estado de Virginia, seguiu e chegou próximo á sua decisão.
Foram apresentadas acusações de que em muitos episódios os guardas da Blackwater mataram iraquianos a tiros sem provocação.
Antigos funcionários da empresa depuseram, revelando que seu presidente e fundador, Eric Prince,”se considerava um cruzado cristão cuja missão era eliminar os muçulmanos e a religião islâmica do globo.” Acusaram também a empresa de seguir uma política de assassinatos intencionais e empregar pessoas sem qualificações e treinamento para lidar com armas mortíferas.
A Blackwater foi a maior das empresas de segurança contratadas pelo governo americano para, não apenas proteger diplomatas e empresários, mas também realizar tarefas privativas das forças armadas tais como interrogatórios (muitas vezes com torturas), investigações e treinamento. Suas ações violentas geraram revolta no povo iraquiano.
Disse o deputado Legaa AL-Yassef:”Acredito que as autoridades americanas tem a principal responsabilidade pelo que aconteceu porque a Blackwater veio ao Iraque com sua permissão.” E concluiu :”A tragédia que aconteceu para o povo iraniano em Nisour Square e outros lugares não podem ser dissociadas das forças dos EUA no Iraque. O governo americano está tentando afastar sua responsabilidade, culpando as companhias privadas.”
Farid Walid, um dos feridos em Nisour Square, é menos severo :” Eles (a Blackwater e semelhantes) são um símbolo da ocupação. Ninguem esquecerá. Mas a imagem dos americano poderá, pelo menos melhorar um pouco, se os assassinos forem postos na prisão.”
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